Giz – Cadeira Atibaia

Revista GIZ,

Cadeira Atibaia na produção Mobília Popular Brasileira.

2000’s – Não existe pecado ao sul do Equador

Num mercado globalizado e dominado pela cultura de tela, a década de 2000 é definida pelo consumo e, não à toa, o espaço dedicado ao home theater é o destaque nos interiores. Na arquitetura, a produção dos arquitetos do chamado “star system” colocou cidades na rota do turismo cultural, ao passo que os designers Philippe Starck, Karim Rashid e os irmãos Bouroullec firmam-se como marcas globais. No Brasil, o enriquecimento por meio de commodities
atinge cotações excepcionais com a demanda exigida pelo crescimento chinês. A ampliação dos programas de distribuição de renda permite a superação da pobreza extrema em diversas regiões do País, e as classes C e D alcançam uma nova condição de consumo por meio do crédito facilitado. 

Virada do milênio: cadeira Atibaia, design Paulo Alves, Arquivo Contemporâneo; estante, design de Isay Weinfeld; sofá Larco, design Nada Se Leva; mesa Pi, design Jacqueline Terpins; luminária Bauhaus, design Fernando Prado. Na parede, obra Natividade, Adriana Varejão, 1987. O croqui de Bruno Algarve foi traçado a partir do projeto da arquiteta Leila Dionizios sob as asas de Allex Colontonio

O design conceitual, distanciado do funcionalismo e com ênfase ao papel simbólico do objeto encontra em Fernando e Humberto Campana seus principais representantes. A exposição sobre os designers no Museu de Arte Moderna de São Paulo aponta para a assimilação de processos conceptivos e produtivos do campo da arte pelo design, borrando as fronteiras entre as disciplinas. É também nos anos 2000 que a proposta de conciliação entre a tradição modernista e a experiência artística encontrará sua expressividade na Ovo, de Luciana Martins e Gerson de Oliveira. Em uma corrente distinta, objetos produzidos por artesãs mineiras sob orientação do designer Renato Imbroisi encontram espaço em mostras, dentre muitas outras nas quais a produção artesanal reivindica maior legitimidade à cultura material de populações às margens do processo de desenvolvimento.

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