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uma biblioteca da diversidade de espécies de madeira
Xiloteca
O Brasil abriga a maior riqueza de madeiras do mundo, com uma impressionante variedade de cores, veios, densidades, texturas e fragrâncias naturais. Por isso, Acreditamos que a madeira é a nossa matéria-prima por excelência, e devemos respeitá-la: Trabalhamos não com o que desejamos dela, mas com o que ela generosamente nos oferece.
Toda madeira já foi árvore, e, mesmo que transformada, ela permanece viva. Devemos respeitar sua essência, seu comportamento, as mudanças que sofre com o tempo, sua variação de cor e suas demais especificidades como valores intrínsecos dessa rica diversidade.
Hymenolobium petraeum
Angelim Pedra
O angelim-pedra é uma madeira amazônica, principalmente da espécie Hymenolobium petraeum, valorizada por sua resistência natural e estrutura robusta. Com densidade média (cerca de 710 kg/m³ a 12 % de umidade), tem ótimo desempenho contra fungos, cupins e desgaste mecânico. Sua tonalidade vai do castanho-avermelhado claro ao escuro, com manchas que remetem a pedra — o que inspira seu nome. É fácil de trabalhar, aceita bem cortes, parafusos e tornear, além de secar rapidamente com baixa tendência a empenamentos. Com acabamento liso e fosco, sem odor ou sabor perceptíveis, o angelim-pedra é uma escolha confiável e elegante para projetos de design que exigem durabilidade e caráter.
Zygia racemosa
Angelim Rajado
O angelim-rajado é uma madeira amazônica, da espécie Zygia racemosa, conhecida pela combinação de resistência e aparência marcante. Com densidade elevada (cerca de 1.000 kg/m³ a 12 % de umidade), apresenta bom desempenho em aplicações estruturais e decorativas. Seu cerne é amarelado com veios castanho-escuros, formando um padrão rajado que confere identidade única à peça. A madeira é pesada e dura, mas permite um bom acabamento quando bem trabalhada, com superfície lisa e polida. Aceita usinagem, embora seja recomendada a pré-furação em montagens. O angelim-rajado é ideal para móveis, revestimentos e detalhes de design que buscam aliar durabilidade e expressão visual.
Trichilia catigua
Catuaba
A catuaba é uma madeira brasileira, da espécie Trichilia catigua, valorizada por seu visual suave e boa resistência. Com densidade média (cerca de 430 kg/m³ a 12 % de umidade), seu cerne varia do marrom-pálido ao ligeiramente rosado, com pouca diferença em relação ao alburno. Apresenta textura moderadamente porosa e brilho discreto, sem odor ou sabor marcantes. Apesar de não ser tão pesada, oferece facilidade de trabalho: aceita bem lixamento e aplainamento, embora exija mais cuidado em torneamento. A colagem é eficiente com as técnicas adequadas. A catuaba é indicada para lâminas decorativas, mobiliário leve, revestimentos e painéis, unindo uma estética delicada com funcionalidade.
Dipteryx odorata
Cumaru
O cumaru é uma madeira brasileira, proveniente da espécie Dipteryx odorata, reconhecida por sua alta densidade e durabilidade. Com densidade elevada (cerca de 1.070 kg/m³ a 12 % de umidade), apresenta excelente resistência ao desgaste, fungos e cupins. Seu cerne varia do marrom-claro ao amarelado, com grã entrelaçada e textura fina a média, conferindo-lhe um acabamento liso e fosco. Embora seja uma madeira dura e pesada, é possível trabalhar com ela utilizando ferramentas adequadas e técnicas apropriadas. O cumaru é amplamente utilizado em pisos, decks, móveis e esquadrias, sendo uma escolha confiável para projetos que exigem resistência e estética refinada.
Cordia goeldiana
Freijó
O freijó é uma madeira amazônica, da espécie Cordia goeldiana, bastante apreciada por sua leveza, estabilidade e acabamento natural. Com densidade média (cerca de 590 kg/m³ a 12 % de umidade), oferece bom desempenho estrutural e é relativamente fácil de trabalhar. Seu cerne varia do marrom-amarelado claro ao médio, muitas vezes com estrias discretas que reforçam sua aparência elegante. A grã é geralmente reta, com textura fina e brilho suave ao toque. A madeira responde bem ao corte, lixamento, colagem e acabamentos, embora a secagem deva ser conduzida com cuidado para evitar rachaduras. O freijó é uma escolha equilibrada entre estética delicada e boa performance.
Tabebuia sp.
Ipê
O ipê é uma madeira tropical de espécies como Tabebuia heptaphylla e Tabebuia serratifolia, muito apreciada por sua combinação excepcional de resistência e beleza. Com densidade elevada (em torno de 1.120 kg/m³ a 12 % de umidade), oferece durabilidade natural contra fungos, cupins e intempéries. Sua coloração varia entre tons de marrom, verde e amarelo, frequentemente com veios escuros, textura fina a média e brilho moderado, resultando em um acabamento liso e elegante. Por ser uma madeira densa e resistente, o ipê exige ferramentas afiadas e pré-furação para pregos e parafusos, mas aceita bem lixamento, colagem e acabamento. Pode ser seca com cuidado, embora requeira atenção para minimizar empenamento.
Cariniana legalis
Jequitiba
O jequitibá é uma madeira nobre brasileira, da espécie Cariniana legalis, conhecida como jequitibá-rosa e considerada uma das árvores mais imponentes da Mata Atlântica. Com densidade média a elevada (cerca de 760 kg/m³ a 12 % de umidade), oferece boa resistência estrutural e estabilidade. Seu cerne varia do marrom‑rosado ao marrom‑avermelhado, com grã geralmente reta e textura média, resultando em superfície lisa e toque agradável. É uma madeira fácil de usinar e de bom acabamento, embora a secagem exija atenção para evitar empenamentos e rachaduras. O jequitibá-rosa combina beleza, tradição e funcionalidade em projetos que valorizam a elegância natural da madeira brasileira.
Astronium lecointei
Muiracatiara
A muiracatiara é uma madeira amazônica, da espécie Astronium lecointei, valorizada por sua alta densidade, durabilidade e aspecto marcante. Com densidade elevada (aproximadamente 900 kg/m³ a 12 % de umidade), apresenta ótimo desempenho estrutural e resistência natural contra fungos, cupins e desgastes. Seu cerne varia do bege‑rosado ao castanho‑escuro-avermelhado, com estrias mais escuras, textura média e grã irregular, conferindo um acabamento liso, brilho moderado e sem odor perceptível. Apesar de ser pesada e dura, permite excelente acabamento com verniz ou pintura. A muiracatiara é indicada para usos que vão de estruturas pesadas a detalhes finos unindo resistência, sofisticação e identidade marcante.
Cariniana legalis
Peroba-rosa
A peroba-rosa é uma madeira tropical nativa, da espécie Aspidosperma polyneuron, valorizada por sua aparência delicada e boa resistência. Com densidade média a elevada (entre 650 e 870 kg/m³ a 12 % de umidade), oferece durabilidade moderada, sendo resistente a cupins, mas com menor proteção natural contra fungos, especialmente em contato direto com o solo. Seu cerne apresenta coloração que vai do rosa-amarelado ao vermelho-rosado, muitas vezes com veios mais escuros, textura fina e brilho discreto, resultando em toque suave. Trabalha-se bem com serras, colagens e acabamentos. A peroba-rosa combina elegância natural com versatilidade, sendo muito usada na marcenaria e construção leve.
Peltogyne spp.
Roxinho
O roxinho é uma madeira tropical nobre, do gênero Peltogyne, também conhecida como pau-roxo, apreciada por sua coloração singular e notável resistência. Com densidade elevada (em torno de 860–910 kg/m³ a 12 % de umidade), é classificada como uma madeira pesada, oferecendo excelente estabilidade dimensional e durabilidade a longo prazo. Seu cerne é intensamente roxo, escurecendo com o tempo; a superfície é naturalmente lisa, com brilho discreto e sem odor perceptível. A grã é irregular, e a textura varia de média a fina, proporcionando um acabamento refinado e de alta qualidade. O roxinho combina exuberância visual com desempenho técnico superior, sendo ideal para aplicações de destaque em marcenaria e design.
Bowdichia nitida
Sucupira Amarela
A sucupira-amarela, da espécie Bowdichia nitida, é uma madeira tropical brasileira bastante valorizada por sua resistência e visual marcante. Com densidade elevada (em torno de 880–980 kg/m³ a 12 % de umidade), é considerada uma madeira pesada e altamente durável, inclusive em ambientes externos. Seu cerne apresenta coloração castanho-amarelada a marrom-dourada, com veios escuros irregulares e alburno bem definido. A textura varia de média a grossa, e a grã, geralmente entrelaçada, pode exigir cuidados no desdobro e aplainamento. Naturalmente resistente a cupins e ao apodrecimento, a sucupira-amarela é indicada para aplicações que combinam robustez estrutural e sofisticação visual.
Bowdichia spp.
Sucupira Preta
A sucupira-preta, da espécie Bowdichia spp., é uma madeira tropical brasileira valorizada por sua robustez e resistência. Com densidade elevada (em torno de 900–1 010 kg/m³ a 12 % de umidade), é classificada como madeira pesada, oferecendo excelente estabilidade dimensional e durabilidade. Seu cerne varia do castanho-escuro ao marrom-avermelhado, contrastando com o alburno claro; a textura é grossa, a grã geralmente entrelaçada ou irregular, e o brilho natural é discreto, conferindo um aspecto sóbrio e elegante. Naturalmente resistente a fungos, cupins e apodrecimento, a sucupira-preta combina uma estética marcante com desempenho técnico de alta qualidade e confiabilidade.
Couratari spp.
Tauari
A tauari é uma madeira tropical, da espécie Couratari tauari (também conhecida como tauari-amarelo), apreciada por sua cor clara e boa trabalhabilidade. Com densidade média (aproximadamente 610 kg/m³ a 12 % de umidade), oferece estabilidade dimensional e brilho natural moderado. Sua coloração varia do bege-amarelado ao branco-clarinho, sem distinção visível entre cerne e alburno, conferindo um visual uniforme; a textura é média, a grã geralmente reta, e a superfície pode parecer felpuda no início, mas tende a um acabamento liso e elegante. Naturalmente resistente a cupins e com durabilidade satisfatória em aplicações internas, a tauari alia versatilidade funcional a uma performance estrutural confiável.
Tectona Grandis
Teca
A teca, da espécie Tectona grandis, é uma madeira tropical de alto valor, reconhecida por sua durabilidade e aparência distinta. Com densidade média (aproximadamente 660 kg/m³ a 12 % de umidade), apresenta boa estabilidade dimensional e resistência mecânica. Seu cerne varia de castanho-amarelado a dourado, contrastando com o alburno esbranquiçado; a textura é média, a grã geralmente reta, e a superfície possui um toque oleoso natural. A presença de óleos e sílica confere à teca alta resistência a fungos, insetos e intempéries, tornando-a ideal para ambientes externos e uso náutico. Naturalmente resistente ao apodrecimento, a teca combinando estética refinada com desempenho superior.
